Karl Marx (1818-1883) parecia prever o futuro quando escrevia O Capital, lá em 1867. O mecanismo social, ou seja, a concorrência entre “vários capitais”, explicado detalhadamente na obra, pode ter contribuído para a cavalaria capitalista ter-se tropeçado entre os cascos e chegado aonde se encontra hoje. Em outras palavras, a competição pode ter estimulado os portadores de capital – aqueles que, ainda de acordo com o filósofo, praticam a mais-valia e partilham do “instinto absoluto de enriquecimento” – a produzirem cada vez mais produtos diferentes, instigantes e descartáveis. Para que estes saíssem das prateleiras, no entanto, seria necessário, naturalmente, capital. Dinheiro este que, conforme dito, concentra-se majoritariamente nas mãos dos produtores (e no cofre do governo). Solução para o consumo? Cria-se crédito, através dos portadores do capital, para que os consumidores façam a economia girar e sejam felizes.
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